terça-feira, 25 de novembro de 2014

Senado pode quebrar obrigatoriedade de farmacêutico nas drogarias

De acordo com a MP, a farmácia ficaria sem a obrigatoriedade de manter um profissional farmacêutico no local. O fato coloca não só em risco a empregabilidade dos trabalhadores como a saúde da população. Certamente um retrocesso nas conquistas decorrentes da recente aprovação da Lei 13.021/14, que reitera que como parte integrante e indissociável das políticas públicas de saúde, a assistência farmacêutica como um direito do cidadão, como previsto na Lei Orgânica da Saúde. 

De acordo com a lei, as farmácias devem ter por funções e serviços definidos e serão responsáveis pelo atendimento aos usuários, com compromisso orientado ao uso racional de medicamentos e à integralidade e resolutividade das ações de saúde.

No entanto, a MP além de desobrigar o profissional no estabelecimento, também prevê a não fiscalização dos locais pelos conselhos profissionais e até consulta remota, por telefone.

O Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica, o qual a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), filiada à CNTU, integra, já esclareceu ao relator da Comissão Mista, em audiência, o quanto essa MP afetará a categoria e à população. A Fenafar estima que pelo menos 60 mil profissionais correm o risco de perder seus postos de trabalho.

Entre as justificativas do relator é a falta de farmacêuticos no país que não permitiria o cumprimento da Lei 13.021. No entanto, não há levantamentos que constatem essa situação. Pelo contrário. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) afirma que o problema é o excesso de drogarias. Muitas funcionam de forma ilegal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário